Araribóia, o Martim Afonso de Souza, o Cobra Feroz, o Cobra das Tempestades.
Vídeo sobre a Estátua do Índio Araribóia localizada na Avenida Beira Mar em Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, em frente ao Morro do Penedo, o Pão de açucar Capixaba.
MARTIM AFONSO ARARIBÓIA: COBRA FEROZ DAS TEMPESTADES
Bravo herói fundador de Carapina e Niterói. Araribóia existiu. Era Chefe indígena da tribo Temiminó, um grupo Tupi, vivia na ilha de Paranapuã (Ilha do Governador) na Baía de Guanabara. Ali os temiminós eram minoria mas tinha a vantagem de estarem no meio da baía de Guanabara e repeliam assim os ataques inimigos dos Tamoios. A tribo Tamoio, com 70 mil índios, dispersa entre a Guanabara e a região onde hoje se localiza a cidade de Bertioga (SP), detinha folgada superioridade numérica contra os temiminós, que só contavam com 8 mil cabeças.
Os tamoios, liderados pelo chefe Cunhambebe, eram aliados antigos dos franceses, que viviam tentando invadir a Baía de Guanabara. Em 1555, depois de subjugar os temiminós e os portugueses com a ajuda de Cunhambebe, a França passou a dominar a Capitania do Rio de Janeiro.
O Reino de Portugal mandou então para o Brasil o terceiro governador-geral da colônia, Mem de Sá, com a missão de retomar o Rio. Selando uma aliança com Araribóia, os portugueses conseguiram. O chefe indígena recebeu como gratidão a sesmaria de Niterói, onde passou a morar, converteu-se ao cristianismo e tornou-se íntimo do governo. Adotou, inclusive o nome do português Martim Afonso de Souza, donatário do Rio de Janeiro. Morreu em 1574, brigado com Antonio Salema, sucessor de Mem de Sá. Carapina, Serra, ES, Brasil